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quarta-feira, 11 de maio de 2011

.Flaskô, um exemplo a ser divulgado

Flaskô, um exemplo a ser divulgado

A fábrica acumulava dívidas. Impostos, previdência, fundo de garantia dos trabalhadores, anos de dívidas, para sustentar o luxo dos patrões, iates, mansões, excessos. No limite da situação, o procedimento padrão. Declara-se falência, despede-se os funcionários, fecha-se a fábrica, rola-se na justiça a perder de vista, muda-se de lugar e abre-se outro negócio, pra novo ciclo de mais do mesmo. Os demitidos que se danem.

Na Flaskô, os funcionários impediram esse procedimento, quebrando os cadeados, entrando e pondo a fábrica pra funcionar. Sem os patrões, começaram a pagar as dívidas da fábrica, melhoraram o ambiente de trabalho, diminuíram a carga horária, aumentando a produção, e fizeram benfeitorias que jamais seriam feitas sob controle daqueles que se julgam seres humanos superiores (fazendo o enorme favor de permitir aos operários serem explorados até o talo, com salários insuficientes, condições de trabalho exaustivas e nenhum benefício, além de não pagarem as taxas, impostos e outros, devidos por lei).

Claro que a mídia omitiu o fato. Seria um péssimo exemplo para a massa trabalhadora, um precedente perigoso aos patrões - que controlam a mídia -, uma prova de como os patrões são, não só desnecessários, mas obstáculos ao funcionamento das empresas, no que diz respeito à qualidade de vida dos funcionários, para criar condições de luxo, excessos, ostentações e desperdícios para os donos, à custa da exploração da coletividade. O sistema foi atirado para cima desses "subversivos", a polícia federal invadiu a área, prendeu os integrantes da comissão da fábrica, mas nada adiantou. Os operários conseguiram passar por tudo e a fábrica continua a pleno vapor. Um exemplo a ser divulgado.

Abraços a todos,
postado por Eduardo marinho no blog Observar e absorver clike Aqui



Trabalhadores organizados da Flaskô lançam manifesto por apoio ao movimento

6/5/2011 11:45, Por Redação - de Sumaré, SP



Os trabalhadores da Flaskô vivem uma democracia operária

Os trabalhadores da indústria Flaskô completam, em 12 de junho, oito anos de ocupação e controle operário da fábrica. Diante da crise mundial do capitalismo e a decisão dos patrões de fechar a fábrica, os trabalhadores organizaram-se para manter a atividade econômica e conservar os empregos. Ao ocupar a fábrica e tomar seu controle administrativo e operacional, os funcionários da companhia deram início a uma experiência inovadora no país.Sem o patrão e a partir do controle operário, da democracia operária, desde a ocupação foi reduzida a jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem redução nos salários.

O coletivo operário, em conjunto com famílias da região, ocupou o terreno no entorno das instalações fabrís e constroem, atualmente, a Vila Operária e Popular com moradia para mais de 560 famílias. Sem a presença do industrial no comando, os operários e as operárias reativaram um galpão abandonado e iniciaram o projeto Fábrica de Cultura e Esporte, com teatro, cinema, judô, futebol, balé e dança. Além de cursos e atividades de formação. Desde o início os operários defenderam a estatização da fábrica sob controle dos trabalhadores diante das dívidas dos patrões com o Estado.

Desde o inicio, o movimento se somou à luta do conjunto da classe trabalhadora e passou a defender a reforma agrária, ao lado dos trabalhadores do campo, e pela luta por moradias, na reforma urbana, ao lado dos trabalhadores sem-teto; além de contribuir na luta contra os patrões em dezenas e dezenas de fábricas. Da mesma forma, os trabalhadores da Flaskô manifestam-se favoráveis a que serviços públicos, como saúde, educação, transporte e segurança sejam estatizados e levados à totalidade da população brasileira. Lutaram desde o inicio pela reestatização das ferrovias, junto aos ferroviários, pela reestatização da Vale do Rio Doce e da Embraer e por uma Petrobrás 100% estatal.

O movimento organizado da Flaskô uniu-se ao Movimento das Fábricas Ocupadas em conjunto com os operários da Cipla e Interfibra 8, nas caravanas a Brasília para exigir a estatização daquelas plantas industriais. Assim, organizaram conferências, seminários, encontros nacionais e internacionais, além de manifestações por todo o país, para discutir com a sociedade brasileira as alternativas ao atual modelo econômico. Atualmente, desenvolvem campanha para que a Prefeitura de Sumaré (SP) declare a Fábrica e toda a área em volta como de Interesse Social, um passo decisivo no caminho da desapropriação das propriedades para a sua definitiva estatização, sob o controle dos trabalhadores.

Nesta sexta-feira, o movimento convocou todas as organizações operárias, estudantis, sindicatos, partidos e organizações políticas e personalidades a ajudar na luta dos trabalhadores daquela indústria, para que consigam seguir adiante até alcançar seu objetivo, na Declaração de Interesse Social da Flaskô, que permitirá regularização de 560 moradias na Vila Operária e a transformação da Fábrica de Cultura e Esportes num verdadeiro centro cultural e esportivo público. No endereço http://fabricasocupadas.org.br/site/?page_id=1469 pode ser assinado o manifesto em apoio à fábrica ocupada.
 
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Observar e Absorver - Eduardo Marinho.flv

Um eloquente e empolgante desabafo sobre as discrepâncias do sistema social.
Politicamente incorreto, ideologicamente corretíssimo!
Tem colhões o cara!

A condução do querer

Até que ponto nossos valores e desejos são realmente nossos? Até que ponto é nossa própria consciência e sensibilidade que criam nossos planos e desejos, valores e razões para a existência? Somos bombardeados com valores impostos, pelo consciente, pelo inconsciente, pelo emocional, pelo ego, pelo sexo, pela vaidade, pelo instinto de disputa (resquício do animalismo ancestral) ou pela insegurança social (planejada e implantada na sociedade pelo controle do Estado e, sobretudo, através da publicidade e da mídia, que formam, enganam e narcotizam a opinião pública para dar à barbárie um aspecto de inevitável).

Foram desenvolvidas formas de criação, controle e condução do comportamento, da opinião e dos valores. Por acaso somos imunes ao assédio de televisão, rádio, out-doors, folhetos, jornais, revistas, veículos e todos os lugares e meios usados para criar desejos e influenciar o comportamento e a mentalidade humana?

Que cada um analise seus próprios valores, objetivos e opiniões sobre a realidade, procurando os fundamentos, as fontes, as razões e as motivações dos próprios desejos e encontrará aí induções e influências, evidentes ou sutis.

A sociedade é conseqüência do que somos, individualmente, dando forma ao coletivo. Não é possível se orgulhar de uma sociedade que ostenta tanta barbárie, miséria e ignorância; ilhas de fartura e ostentação, privilégios e desperdícios para poucos, em meio a um mar de pobreza, de lutas insanas e vidas difíceis. Uma grosseria, uma vergonha, uma insensibilidade, uma desumanidade. A maioria vive entre a ansiedade, a angústia e a miséria; entre a hipnose, a ignorância e as violências cotidianas.

É preciso questionar a sociedade, sua estrutura injusta, covarde, hipócrita e suicida, mas a partir de cada um de nós, dos nossos próprios condicionamentos. É preciso se questionar a si mesmo, para perceber como reproduzimos os comportamentos sociais induzidos, individualmente, nas nossas relações pessoais, em nossos valores, desejos e objetivos de vida. E o quanto perdemos com isso, no turbilhão de sentimentos em conflito, na adaptação da consciência, na qualidade da existência e nas relações com o mundo.

Eduardo Marinho
 
 
 
vidio retirado do post do blog do (o heretico) visitem esse blog...
 
é preciso estimular o campo das idéias !!!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO...

Feliz Ano Novo...

As pessoas sorriem, se congratulam, se despedem – "se eu não te encontrar até o ano que vem..." – como se estivesse, mesmo, acabando um “ano”, uma realidade, e começando outro “ano”, outra realidade. Uma fronteira, invisível, universal e falsa. O sentimento de que de agora em diante tudo vai melhorar é estimulado, impelido, aumentado. Esqueça o passado, olhe o futuro, tudo vai melhorar. Narcose coletiva. A mídia anuncia, festeja, faz retrospectivas, os jornalistas sorriem, os comentaristas, os especialistas – tudo vai mudar. Confraternize, comemore, veja o compacto do ano todo. O primeiro desabamento foi em Angra, 50 casas foram soterradas. Sobre a mansão que despencou da área de risco, sobre as 50 casas, não se fala. A secretaria local de meio ambiente havia vetado a construção, mas o governador mandou liberar – afinal, os donos eram um casal “global”, pra quem não vale a lei dos mortais comuns. Ouça esse mesmo governador atribuir às centenas de mortos e aos milhares de desabrigados a responsabilidade pela tragédia de abril no Rio de Janeiro. Nos morros onde um certo prefeito, odiado pela mídia e pela cúpula social, fez as obras de contenção, cumprindo a obrigação do poder público, não houve nada, não desceu nem um degrau de escada. Vai no Fogueteiro pra ver. São uns criminosos, esses governantes. E se não forem, a mídia ataca.

Quem manda, continua mandando; quem finge que manda, continua fingindo. O inimigo entra na sala e diz que te ama, que faz tudo pela tua felicidade. Afaga tua mulher. Faz bilu-bilu no bebê. E te rouba o passado, o presente e o futuro, destrói a escola dos teus filhos, joga todo mundo contra todo mundo, droga e convence geral dos maiores absurdos. Mente e distorce a realidade e ai de quem não acredita. O próprio meio social se encarrega de discriminar e desqualificar os que não aceitam ser tratados como idiotas – ou gado humano. Narcose coletiva.

A polícia vai continuar violentando os pobres, os oficiais vão continuar maltratando os soldados. O transporte continuará consumindo um tempo enorme na vida das pessoas. Os professores, que deviam ser uma classe muito querida e próxima da população que lhes entrega os filhos ao preparo pra vida, seguirão sacrificados, com problemas nervosos, salários ridículos, estruturas precárias, verbas reduzidas. Não interessa o ensino público, se o povo percebe o que acontece, é revolução na certa. A mídia vai caprichar, cada vez mais, nas mentiras, nas implantações no inconsciente, na distorção. As empresas vão continuar poluindo, matando índios e pobres, corrompendo as administrações públicas em sociedade com a mídia, expulsando comunidades e camponeses.

Mas é ano novo, tudo vai mudar. Exerça, nessa época do ano, os sentimentos humanos, a solidariedade, a afabilidade, mas cuidado – são práticas muito perigosas. Assim que passar o período das festas, tranque de novo seus sentimentos pra só usar com a família e os conhecidos, e olhe lá. Sua raça, a humana, não merece.

Depois que passarem as festas, volte pra sua gaiola construída com mentiras. Guarde os sentimentos humanos no armário da angústia, eles são uma fantasia de uso rápido, de ocasião. Vista a angústia e, pra relaxar, consuma. Não confie em desconhecidos, dispute todas as migalhas, seu valor é seu preço – ou seu patrimônio. Acredite, mesmo, que tudo vai melhorar, por si só, sem precisar fazer nada. Ignore essa gente na calçada, o mar de barracos na baixada, os meninos do tráfico, do vale tudo ou nada.

É criada uma sensação fortíssima de mudança, para que se mantenha tudo como está. Narcose coletiva.

E feliz ano novo. Sorria

( texto publicado no blog,  Observar e absorver )
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